Economista explica alta do dólar e impactos no custo de vida

Nós precisamos ter uma política industrial, defende José Luís Fevereiro

Nesta terça-feira (26), o mercado financeiro viveu um dia de oscilações e foi preciso a intervenção do Banco Central para tentar conter a alta do dólar, que encerrou o dia vendido a R$ 4,239. Em alguns momentos, a moeda norte-americana chegou a oscilar até R$ 4,28.

Para o economista José Luís Fevereiro, o país precisa de uma plataforma sólida de exportação. “Um país com as dimensões que o Brasil tem não pode sustentar as suas relações comerciais com o mundo apenas na exportação de produtos primários.”

Em entrevista ao programa Revista Brasil, ele cita algumas áreas que têm potencial, como o pré-sal e a indústria farmacêutica, e explica como a alta do dólar pode impactar os preços para o consumidor.

“É necessário ter políticas de longo prazo para constituir pólos exportadores industriais, com valor agregado significativo, que nos possibilitem ter estabilidade nas nossas relações comerciais com o mundo.” Para o economista, é muito difícil prever a evolução do câmbio, mas “a tendência é uma desvalorização do real e valorização do dólar,” avalia.

GIRO DE NOTÍCIAS / AM

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