Investimento leva internet a 3,5 milhões de brasileiros em favelas e periferias

Um dos maiores projetos recentes de inclusão digital no Brasil levou, em 2025, conexão de alta capacidade para 3,5 milhões de brasileiros que vivem em favelas e periferias de todas as regiões do país. O investimento de R$ 2,8 bilhões, via Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust reembolsável), coordenado pelo Ministério das Comunicações (MCom), ampliou o acesso a territórios excluídos da infraestrutura digital.

A iniciativa apoia 479 provedores regionais, responsáveis pela expansão da rede em 1.223 municípios. Do total, 41% são empresas de pequeno porte e 55% de médio porte, o que reforça o papel dos prestadores locais na ampliação da conectividade.

O impacto da iniciativa

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, conectar territórios vulneráveis é central para reduzir desigualdades: “Estamos levando internet de qualidade para favelas, periferias e municípios que ficaram por muito tempo à margem da transformação digital. Conectividade é inclusão, é oportunidade e é cidadania. Esse investimento garante que milhões de brasileiros tenham acesso a serviços, informação e novas possibilidades de desenvolvimento”.
 
Além de ampliar o acesso, o programa movimenta a economia local ao fortalecer provedores regionais, que geram empregos e expandem a infraestrutura em áreas onde grandes operadoras não atuam.
 
O projeto prevê:
 
● 12 mil km de fibra óptica instalados
● 616 novas estações rádio base (ERB) de 4G e 5G
● 781 mil lares beneficiados
● 680 favelas com ampliação de sinal
 
Essas estruturas permitem que mais brasileiros acessem serviços essenciais como educação a distância, consultas médicas online, trabalho remoto, capacitação profissional e serviços públicos digitais.

FUST

O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações é administrado pelo Ministério das Comunicações e tem como objetivo ampliar e melhorar a qualidade das redes e serviços de telecom no país. O BNDES atua como agente financeiro, responsável pela execução dos recursos conforme as diretrizes do Conselho Gestor do fundo.
 
Os valores podem ser aplicados nas modalidades reembolsável, não reembolsável ou garantia, e são destinados principalmente a empresas de telecomunicações e a instituições públicas ou privadas que atuem em projetos compatíveis com a expansão da conectividade.

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