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Caruaru celebra o São João com arte em barro, tradição e força econômica

por Barbacena em Tempo
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A viagem pelas festas juninas no Nordeste continua! No segundo episódio da série especial Destino: Festas Juninas, do Ministério do Turismo, saímos da Paraíba e desembarcamos no interior de Pernambuco.

Nosso destino hoje é Caruaru… mais precisamente o Alto do Moura. É aqui que vamos conhecer as histórias reais de quem faz acontecer uma das maiores festas populares do mundo. E em Caruaru, o grande destaque é: o artesanato de barro, que molda a cultura e garante a renda de muitas famílias nesta época do ano.

Uma dessas histórias é a da Mestra Nicinha. O contato com a argila começou ainda na infância, quando ela modelava os próprios brinquedos. Aos sete anos de idade, fez a sua primeira venda. A artesã conta o que mais encanta na arte de produzir peças feitas de barro.

“Eu cresci e entendi que é isso o que eu gosto de fazer: imaginar e criar. Até hoje, aos 68 anos, vivo da arte do barro. Não aprendi muito a ler, porque eu não estudei, mas, com o barro, eu formei filhos médicos. Tenho uma turma que trabalha comigo, porque sozinhas não somos ninguém; gosto muito de trabalhar com o coletivo e levar a minha arte para o mundo. Eu vendo para todo mundo, faço exposições, faço muita coisa e, graças a Deus, até hoje estou aqui, muito satisfeita. O barro é o meu diploma. Ele é a minha caneta sem bico, aquela que eu não tinha, assim como o lápis, quando era criança para estudar. Mas, através dele, eu sou escritora, acadêmica e um bocado de coisas, mas com muito orgulho”.

Considerado o maior centro de artes figurativas das Américas, o Alto do Moura está ligado diretamente à história de Mestre Vitalino. O legado do grande artesão, ceramista e músico segue vivo em todo o país, como destaca a neta dele, Emanuela Rodrigues.

“Para mim, ele é a pessoa que deu nome à nossa cidade. O Mestre Vitalino, por ter criado essa imagem do barro, deixou viva a sua memória até hoje. Porque, quando as pessoas veem os bonequinhos de barro, isso remete ao Mestre Vitalino. Não foi feito por ele, mas foi o legado que ele nos deixou”

Toda essa riqueza cultural atrai olhares apaixonados. A turista Luana Tamires, que veio de Petrolina, outra bela cidade pernambucana, resume o sentimento de quem visita o polo de tradição.

“O Alto do Moura, para mim, respira arte, respira cultura. É um lugar onde a gente vê uma diversidade imensa de manifestações culturais e artesanato. A Casa Mestre Vitalino é o centro cultural onde nós podemos respirar essa arte e, principalmente, a cultura do barro, fundamental para a nossa região, para o país em si e, principalmente, para Pernambuco”.

E a arte em barro é apenas um dos atrativos da Capital do Forró. Junto com o tradicional circuito das Comidas Gigantes, o São João de Caruaru movimenta toda a região.

Na época junina, a cidade se prepara para receber mais de quatro milhões de visitantes. A expectativa é contribuir com cerca de oitocentos milhões de reais na economia, alcançando cem por cento de ocupação nos hotéis e gerando cerca de vinte mil empregos, entre diretos e indiretos.

No próximo episódio da nossa série especial, a viagem segue para Mossoró, no Rio Grande do Norte. Não perca!

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