A gestão do governador Tarcísio de Freitas e a Secretaria de Educação de São Paulo estudam implementar uma reorganização na rede estadual de ensino, que dividiria escolas com mais de 1.200 alunos em unidades menores, cada uma dedicada a uma das etapas da educação básica. Entretanto, a proposta ainda não foi confirmada oficialmente como política de governo.
A ideia central é que escolas mais enxutas permitam maior foco pedagógico e uma gestão mais eficiente, especialmente considerando as diferenças de idade e demanda entre alunos dos anos iniciais e do ensino médio.
Mesmo sem anúncio oficial, a movimentação já provoca debate. A Apeoesp, Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, afirma que não foi consultada e considera que o projeto pode repetir conflitos de reorganizações passadas, como em 2015. Em nota, o sindicato alerta para possíveis impactos no funcionamento interno das escolas, incluindo riscos de redução de salas e dificuldades operacionais, caso múltiplas unidades passem a ocupar o mesmo prédio. Especialistas também chamam atenção para desafios de estrutura e gestão compartilhada, caso o modelo seja adotado.
Pontos importantes
- A proposta tem sido tratada como possibilidade para 2026;
- A discussão ocorre em paralelo a estudos de reorganização que incluem fechamento de salas em algumas regiões, o que preocupa gestores e docentes;
- A Apeoesp denuncia a falta de consulta pública e defende que qualquer mudança estrutural deve ser debatida com as comunidades escolares.
Fonte: Brasil 61

